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Nevoeiro cerrado Dádiva ancestral Do único poder Em torno da vida Escorrem em mim E o frio entra A alma está rendida A este monumento De magia e mística inabalável Marco de novo o caminho Neste chão muitas vezes sofrido Aguas de outono Ao trono natural Neste dia muitas vezes cruzado Da luz à penumbra Finado e esquecido Por entre estas águas de outono
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Exércitos régios encontram se Numa colina rodeada por ribeiros O início a toda a brida e em força A nossa causa é maior Pela manhã o exército tomou sua posição Tornando a vossa invasão nula Caídos antes do pôr do sol Os invasores foram reprimidos Perseguidos sem misericórdia Agora celebramos vitória
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Causa maior, faculdades da vida Agora transformada em morte O tempo passa rápido Mais que o que consigo contar Para além das raízes Ja nada interessa Ainda ontem brotei, hoje pereci Para quê tudo isto? As conquistas não fazem sentido Quero ser livre e respirar nos confins No vacuo e permanecer somente como uma memória
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Estamos aqui para prevalecer A prospecção do antigo Num terreno pisado pela abundância Cruel destino em nome da terra O valor deve ser merecido Mas é dissimulado Resta nos olhar para o passado Feridas que voltaram a sangrar Pelas cordilheiras criadas O momento é de queda Resta nos olhar para o passado Para o que foi criado Os monumentos do passado
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Carrego a maldade de outros tempos Invoco o oculto, o breu Mãos puxam me para o outro lado Mas já caí há muito tempo O divino não foi a minha opção Nasci para assombrar Cruzes caem como folhas no outono Rosas nao florescem Apenas as trevas O cão uiva em perigo E aponto o ataque No fim so restam sombras Vamo nos matar Vamos descer E tornarmo nos eternos espetadores
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Pela serra acima, respirando, reencontrando Os temas da nossa era Assim é, assim foi Ja nada é o que é Mas criamos para prosperar Sem saber quando será o último dia Para prevalecer ou simplesmente desaparecer Porque a força aqui pertence e isso ninguém nos tira A força é maior, o feitiço brota Mais uma vez por tempos antigos É aqui que a história é feita Adorando as trevas e o fim Do ciclo humano apenas a natureza Ar, sol, água, terra
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Deambulo por uma aldeia granítica perdida no tempo ao som do eco longínquo, respiro o desejo do retorno Com a minha crença interior, bebendo este vinho de sabedoria
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Neste lugar destruído Pela praga humana Próximo da extinção Em constante busca por salvação A evolução para o vácuo Apagamos o que amamos Valorizamos o que odiamos A hipocrisia em todo o seu esplendor A queda é iminente Este é o último suspiro A caminho da extinção Não há salvação
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Distante, sozinho na noite Entre vales e montanhas Vislumbro a estrela de cinco pontas Inspiro me em toda a sua energia e misticismo A colheita deste outono pagão Magma eclode que nem um tributo De fogo aos céus Divina forma encantada que lembra costumes de outra época O retorno à fonte O regresso ao primitivo À terra, a derradeira libertação do ser
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Cânticos de angústia e sofrimento Tradição centenária Na rua, à noite Num frenesim rural Orando pelos mortos Em preparação para a derradeira passagem Eu sei que vou para o inferno As luzes finalmente apagaram se
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026