Gente Ruim Só Manda Lembrança Pra Quem Não Presta
Laroyê! Chão se abre no terreiro E ninguém arreda pé Bota fogo no braseiro Pro compadre lúcifer Laroyê! Exu ri mas fala sério Pra demanda se quebrar Quando vem do cemitério Traz feitiço do lado de lá Pode fumar Exu veio trabalhar Pode beber Exu veio trabalhar Pode cantar Exu veio trabalhar Gangrena gasosa Vem na linha da calunga Despacha todo quiumba Pra firmar o saravá Gangrena gasosa Pra firmar o saravá
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Ih, chegou o mais malandro Alta carga de onda errada Na base do simidão Cheio de caô Pimenteira secô Olha dentro do teu olho E te chama de irmão É o famoso abacard Sempre muito carente Sofre muita injustiça Tudo muito comovente Te pede logo um dinheiro Diz que é muito parceiro E te atrasa ali na frente Gente ruim só manda lembrança pra quem não presta Gente ruim Safado, maldito, lazarento, mequetrefe, calhorda, néscio Acha que é onda ser picareta Canalha, tratante, pilantra, muquirana, cabrunco, fuleira Só sossega quando te vê na sarjeta Porra lá vem esse encosto Acha que vencer na vida É na base da pernada Judaria incansável Mania miserável De querer dar um preju Em quem nunca lhe fez nada Frequenta tua casa Depois quer meter o loco Tá ligado que pra judas A vala é muito pouco Faz tua caveira por trás Fala que não é racista e emenda a frase com ‘mas’ Mete a porrada nos filhos E vai pra orla da praia para pedir paz Mete bronca de ladrão Com quem também tá fudido, pegando condução Teu nome bem dobradinho No pé do cramulhão! Gente ruim só manda lembrança pra quem não presta Gente ruim
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Fodido, desempregado Não saia do boteco Namorava uma gatinha Descobriu que era traveco Quando abria a geladeira O perrengue era pior Que casa de passarinho Só com água e jiló Tá enrabado na vida Não tinha porra nenhuma Que se foda a merda toda Vai apelar para macumba Parei de roer o osso, hoje eu eu como costela Como rainha de samba e até atriz de novela Todo o dia uma mulher, tem descanso programado Quando tomo umas erva, agora eu to legal Te domina como um dia do cão Anos de trabalho com a mina no meu pé Tenho uma faca no trabalho quem me deu foi minha mulher Tô devendo uma cachaça, terno branco do Seu Zé Cuidado Cuidado Cuidado Cuidado Que o santo vai te cobrar Cuidado Cuidado Cuidado Cuidado Que o santo vai te cobrar
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Não foi convidado, mas está sempre com você Zicando a tua alma Mandando aquela inhaca pro pior acontecer Encosto! Lembra da macumba que jogou no teu vizinho? Faz o mal pruzôto agora o mal tá grudadinho Garrado no cangote te puxando para trás Bye-bye pra tua sorte Insônia Irritação Vícios assombração Pânico Depressão Salário reduzido e o pagamento atrasou Na saída do banco um mendigo te roubou Deve a todo mundo, braços dados com a miséria Enxaqueca todo dia e ainda pega gonorreia Encosto! Encosto! Se entra numa briga apanha até de anão Rabo de arraia, voadora e soco no coração Pelo menos no amor tudo era verso e prosa Até sua mina confessar trabalhar na vila mimosa Encosto! Encosto! Se alistou na boca quis pagar de sinistrão Já de cara foi pra tranca e esculhambaram seu botão Numa bad de brizola decidiu se suicidar Quando bater as botas sabe o que você vai virar? Encosto! Encosto! Encosto! Encosto!
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Eu diria sinto muito Se por acaso lamentasse Mas não troco meu churrasco Por um monte de alface A carne pinga sangue O copo cheio de cerveja É a maneira mais sincera De curtir a natureza Entenda a necessidade De resistir a essa frescura Desde o tempo da caverna A gente come carne crua Não quero nem saber Se é cruel ou vulgar Da minha carne mal passada Eu não resisto sem lutar Porque é preciso defender nosso lugar Reinando soberano Na cadeia alimentar Entre presa e predador O caminho é muito claro Mas é claro que eu vou ser o rei dos dinossauros Não queria ofender O pessoal na natureza Então controle essa overdose de delicadeza
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Santo Antônio casamenteiro Amansador de burro brabo Afastai meus inimigos com 70 mil diabos Santo Antônio casamenteiro Amansador de burro brabo Afastai meus inimigos com 70 mil diabos 70 mil diabos, 70 mil diabos, 70 mil diabos Namorei dichavadinho Me convidou pra ir na sua casa pela primeira vez Mas se não defo, eu não sossego Com minha pulseira de prego já sei que me lasquei Sem dinheiro, macumbeiro E ainda por cima metaleiro Teu pai falou que minha alma tá pagã Se ele tentar me converter mando logo se fuder Vê que legal, minha camiseta diz Satã Contratei um pai de santo Que é pra poder te prender Encomendei um trabalho pra 20 comer Santo Antônio casamenteiro Amansador de burro brabo Afastai meus inimigos com 70 mil diabos 70 mil diabos, 70 mil diabos, 70 mil diabos O teu velho, quem diria Bem num dia de vigília Virou uma pomba gira Rezaram a torto e a direito Mas nada disso deu jeito Acho que essa ninguém tira Tua mãe deu um píti Teu pai com voz de travesti Olha só que parada cabulosa Tu ficou tão desiludida que se afogou na bebida Agora sim eu vou comer essa gostosa Contratei um pai de santo Que é pra poder te prender Encomendei um trabalho pra 20 comer Santo Antônio casamenteiro Amansador de burro brabo Afastai meus inimigos com 70 mil diabos 70 mil diabos, 70 mil diabos, 70 mil diabos Os vinte egum me deram um papo Leva ela pro meio do mato E não se esquece, leva um galho de arruda Mesmo que ela não goste vou perguntar "Tu engole ou cospe?" Ela: "o quê?" E eu: "pau no cu da surda!" Afinal mulher que preste tem que pagar boquete E deixar arrombar a porta de trás Mas eu sou burro pra caralho Esqueci a porra do galho de arruda Agora é que eu não volto mais Quando meti a mão nos peitos Não dava pra ver direito Mas eu senti um chumaço de cabelo Senti um cheiro que nem sei Mas eu quase broxei Fui conferir e a marofa vem do grelo Mas pastel naquele estilo Nem tem grelo e sim um grilo Aquela selva parecia um tabaco E pela falta da arruda A maldição de crente gruda É só dar mole e quando vê já arrasou Eu vou pedir ao pai de santo Pra você me esquecer Consertar a burrada que eu fiz Que foi pedir um trabalho pra 20 comer
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Não importa se é favela ou agreste do sertão Sempre há de ter uma peste, há de ter uma legião Isso não é de agora não, quando um já era muito E alguns eram multidão O uniforme, um jeans surrado, uns spike enferrujado O show só era bom se tu voltasses machucado Na camisa uma caveira rádio alto pra caralho Aporrinhava a rua inteira Desde os tempos do caverna e do bar do juvenal Antes mesmo do cd e do saravá metal Os farda preta de caveira deram um trato na tosqueira E construíram underground E construíram underground Farda preta de caveira Era mais um meliante, um ativo militante Ou só representante da brigada do metal No interior do amapá, madureira ou no pará No juramento ou irajá Alô, irajá! Chapado de cachaça dando aquela bandeira Zóio sempre vermelhão e a desgrenhada cabeleira Roupa preta no verão não tem como se negar Que é uma peste metaleira Que é uma peste metaleira Farda preta de caveira Ensaio mal arrumado lá no fundo do quintal Bateria improvisada no meio do matagal Continua um mistério ainda ter quem leva a sério Fazer pacto com o mal
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Exerça o direito de se entorpecer Quem decide o que tomar é você Só não vale perder o elástico da calcinha Longe daqui se for pagar de zé droguinha Nariz todo branco escorrendo o melado A "bilha" vermelha, todo vomitado Máquina de dar mole Máquina de dar mole Se liga doidão Mexe cuzôto, arruma briga e cai no chão O apelido é ímã de camburão Fica gritando: Olha como eu sou doidão Ainda diz que não é explanação Ô zé droguinha Tira essa luz daqui Freio de mão de viatura Prontinho pra tomar mais uma dura Se liga doidão Olha quanto cana Enquadrando o maluco Já tomando esculacho O quengo já vermelho Cacetetada no joelho Se eu achar vai ser muito pior Se liga doidão Ainda tenta dissimular Isso não é meu não senhor (5 "Botadão" no meio da palhaça) Mas que pranchadão Foi esse que eu ouvi? Mesmo noutro quarteirão Chega doeu aqui Se liga doidão
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Passa aquele tufão! Voa moleque! Cuzóio do cão Vermelhos de sangue Cachimbo servidão Com brenfa e com jurema Encarnação Da lógica caótica Cavalga em noite de luar Trança a crina do cavalo Pra poder se agarrar Faz o bicho disparar Sugando seu sangue Até o danado minguar Saci pererê Ele pula, ele corre Atrás de você Despacha lá no bambuzá Fumo de rolo com pinga Ou não consegue passar Assim que o dia clarear Vira matinta pereira E continua a agourar Ele pula, ele corre Atrás de você Saci é alma penada Tem fogo na mão furada Só bota pilha errada Escuta a gargalhada Saci pererê Ele pula, ele corre Atrás de você
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Estamos aqui para graduar Esse importante profissional Foram anos a fio Estudando a anatomia moral Cada gladiador realiza o sonho Tão inútil quanto escroto De se tornar mais um bisonho Que escolta o cu duzôto Quem se forma hoje tem uma missão Como escrutina nosso estatuto Tem que impedir a contramão Na guilhotina do charuto Vai regular o que é teu Não é teu bozó no desenrolado Só se quiserem mandar no meu É que vou ficar bolado Fiscal de cu Os cães atacam a mando do bispo Se não for crente é do mal Tudo isso é medo do risco De curtir o rebelisco anal Fiscal de cu Muito ainda se avalia A importância do cu Será por tamanha alegria Do povo xanadú?
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Agora vai Tô sonhando com um bagulho direto Há mais de um mês Só pode ser A chance deu poder me dar bem Ao menos uma vez Será que dá? O mais longe que cheguei no bingo Foi fechar uma fileira Vou ganhar Já comprei até um livrinho de sonho No mercadão de madureira O livro diz Que sonhar com gente que é famosa Dá pavão Mas também Se sonhar com maluco no trono Joga no leão Pensando bem No campo tinha flor pra caralho Vou na borboleta No final Tinha uma árvore no meio da parada Isso é macaco na cabeça Jogo do bicho Já premiou minha vizinha Meu tio que é servente de pedreiro Me disse que isso dá dinheiro Jogo do bicho Essa vizinha de irajá Todo mundo diz, até o bicheiro Que hoje ela mora no estrangeiro O quê que eu faço? Deve ter algum macete Achei que dava pra entender Mas é bicho pra cacete Acho que dá leão Mas não tô confiante Por que esse barulhinho Me lembra um elefante Decidi Seja o que satã quiser Dei um tiro no escuro Já que não Consegui interpretar esse sonho Joguei tudo no burro Me fodi Bem que eu achava esse sonho esquisitão Dá um troço no bucho Descobri Era o porco do bolsonazi Com seus fãs no teletubbies Jogo do bicho Deu cruzado com avestruz Que é muito grande, mas se esconde Igual a todo encubado Jogo do bicho Não adianta se esconder Mesmo que existisse cura gay Porque na cabeça deu veado
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026
Alguém lhe acordou Mas não tinha ninguém A voz falava pra alma Lhe pedia calma E dizia que falava do além Fundar religião Era sua missão Recebia poder Começou a atender Parecia sempre ter a solução A fama do seu bruxedo Provocava medo Pavor, calafrio A voz na sua cabeça Faz com que apareça Seu lado sombrio Emissário do mal Servente do cão Sua conversa convencia Que a seita levaria Todo mundo que seguia à salvação Facada Evisceração O sangue jorrava E ele não parava Esquartejava e botava no fogão A fama do seu bruxedo Provocava medo Pavor, calafrio Dizia servir ao capeta Mas só queria carne Pra fazer salgadinho A voz na sua cabeça Faz com que apareça Seu lado sombrio A voz na sua cabeça Faz com que apareça Seu lado sombrio
Submitted by Nargaroth — Jun 04, 2026