Rosa de Saron
Album • 2018
Se você ama algo, solta-o Se regressar, é teu Se não regressar Nunca te pertenceu Ou nunca se fez seu Porque, o que é o céu Senão algo que se faz presente? Se no teu átrio Um paraíso não puderes encontrar Não há chance alguma De algum dia nele entrar Lágrimas não escorrem Bombas não explodem Vidas não se vão Gente não se fere Gosto não difere Não há dor Não contesta-se o amém Não apressa-se o porém Não se desfaz o amor Não se declara As estrelas mortas Porque o firmamento está nublado Não se povoa um coração de cinzas Nem se ladroa um sentimento de asas A grande morada é a casa arrumada É o aprumo pelo apreço É o endereço que precisa ter paz Lágrimas não escorrem Bombas não explodem Vidas não se vão Gente não se fere Gosto não difere Não há dor Não contesta-se o amém Não apressa-se o porém Balas não se instalam Armas não estalam Faces não são vãs Irmãos não se atacam Cores não destacam Maus não dão as mãos Não despede-se do bem Não despende-se o que tem Não se desfaz o amor O valor se faz
Submitted by Finntroll — Apr 26, 2025
Queria eu Ser seu plural Longe das rimas vis Onde o tempo é que nos vê passar Posto, diria-lhe Você nunca perde por amar Perde por guardar o amor O amor é muito sério Para ser retido em vão Então, ame Ame primeiro Diga depois E quando dizer "te amo", ame Como no princípio Agora e sempre Amém Você nunca perde por amar Perde por guardar o amor O amor é muito sério Para ser retido em vão Então, ame Você não sabe Mas eu te cuido Onde a vida não cede seu lugar Você não sabe Você nunca perde por amar Perde por guardar o amor O amor é muito sério Para ser retido em vão Então irmão, ame O amor é muito raro Para ser sentido em vão
Submitted by BloodShrine — Apr 26, 2025
Morre em seus braços A menina solidão Dentre as oras e orações Quanto à mim Sou um mar de erros, mas ainda rio Apesar do brio e do ébrio hábito Que me faz ver e crer Que o amor não é amargo Que o ardor da dor é fogo Que fina-se ao apagar Ame-se E complete-se E absolutize-se E ouça os timbres ao seu redor E encontre minha voz E ame-me E complete-me E absolutize-me E vê que o sonho volve ao portador E o sonhador vê que Deus está ali E o amor se torna completo e absoluto E seguimos Sorrindo Rindo Indo Vive em seu colo A criança redenção E nos dialeta em dós Que, de tão cheios de nós Vazios ficamos sós Num céu inquieto Propício para se descobrir Que é parte da cura O desejo de ser curado Ame-se E complete-se E absolutize-se E ouça os timbres ao seu redor E encontre minha voz E ame-me E complete-me E absolutize-me E vê que o sonho volve ao portador E o sonhador vê que Deus está ali E o amor se torna completo e absoluto E seguimos Sorrindo Rindo Indo Sem mágoa Sem desacordo Sem separação Sem pressa Sem vírgula Sem ponto final Sem dor Somente amor Por favor
Submitted by Pestilence — Apr 26, 2025
Oi Meu prezado amigo Desneceselfies não dizem algo aqui À não ser que eu esteja bem Neste caso, há um porém Tire um retrato meu E então, divulgue-me Não sei Se é assim, se é pra mim Se é o fim, o começo Ou o erro que não se renuncia Ou enfim a viragem, o prenúncio O motim, o indício De alguém a vir Oi É tão comum falar de mim mesmo Que não vejo mais nada além Nem meus mesmos améns Tão sedentos de Deus Solitários em si E em mim Um desmirim Não sei Se é assim, se é pra mim Ou se é o fim, o começo Ou o erro que não se renuncia E enfim a viragem, o prenúncio O motim, o indício De alguém a vir e a sorrir E permitir-me Dizer, ipsis verbis: "Paixões febris Não aquecem corações frios" Tão frios E eu não sei Eu não sei se é assim, se é pra mim Ou se é o fim, o começo Ou se é aqui Que não se recomeça enfim o "eu sei" Eu sei? Eu sei...
Submitted by NecroGod — Apr 26, 2025
Maior que o amor em mim Maior que o bem-estar Maior que o passar Que o apressar Que o pesar Que a dor Que eu Abba Elohim Maior que o horizonte em si Maior que o inverno Maior que o breve Que o amanhã O acaso O impossível
Submitted by Infernal Flame — Apr 26, 2025
Onde? Onde, apenas onde? Onde se esconde? Onde você vive? Porque não se revela? Não cessa a enovela? Que a dor não vale à pena Porque? Porque? O que houve? O que houve? Porque desistiu? Onde foi que não mais resistiu? Quando foi que seu dossel caiu? Quando não é calmaria, é a tempestade Quando não é o silêncio, é o ruído Quando não é a saudade, é o desapego Quando não é oito, é oitenta Que ostenta mas não cede Que quer mas não pede Que até pretende ser Mas ainda não é O que houve? O que houve? Porque desistiu? Onde foi que não mais resistiu? Quando foi que seu dossel caiu? Como é possível mudar tanto E não ser capaz de nada mudar? Como é possível? Esquecer tudo que queria lembrar? Lembrar tudo que precisa esquecer? O que houve?
Submitted by BloodShrine — Apr 26, 2025
Ei Me olhe Finge que não me negou Vê que de repente Seu rosto tão ausente Parte o pouco do que sou Importa-se onde vou? Eu não pretendo ir tão longe Então pesará menos O muito que se quis De onde estou Me bastaria um aceno Ei! Me olhe Me note Me dê uma chance Que eu já não sei Por Deus, não sei Quantas vezes eu tentei Ei Acorde Pense que não se entregou Crê no recomeço Se fie no apreço Nos dias de solidão Adote uma lembrança É que quando a saudade acorda Aqui, ninguém mais dorme Em vez de dispensá-la Que tal tirá-la para dançar? Ei! Me olhe Me note Me dê uma chance Que eu já não sei Por Deus, não sei Quantas vezes eu tentei Eu passei Você passou Nós passamos E nossa espera se mantém E permanece sendo Um verbo infinitivo de frustração Não, não, diga-me que não vê Meus pés indo embora Portanto, ei! Me olhe Me note Me dê uma chance Que eu já não sei, por Deus, não sei Quantas vezes eu, eu, eu Me dê boa noite Me cumprimente Que eu já não sei, por Deus, não sei Quantas vezes
Submitted by Grave666 — Apr 26, 2025
Qual foi a última vez Que você fez algo pela primeira vez? Onde e quando? "Quase foi. Era pra ser. Deveria ter sido." E o que remói é o que destrói Quando se entoa: Quero estar? Posso estar? Deveria estar? O que não te faz bem Não te faz falta Não te oprime Não te corrompe Não te obriga a nada Quero estar? Posso estar? Deveria estar? Poderiam ter avisado Que a vida é difícil E que o tempo, o tempo passa Mas nem tudo passa com o tempo Nem mesmo o amor Nem os céus Nem Deus
Submitted by MetalElf — Apr 26, 2025
Densas nuvens, tempestades Eu sou tão cheio de metades Que desde sempre me transbordo Se eu não sei onde estou Você junta meus pedaços E não me deixa só Nunca estarei só Não mais Esqueci O que me esqueceu Se a saudade vir Diga que eu saí Mas não volto tarde
Submitted by NecroGod — Apr 26, 2025
Jamais anseie Que os dias acabem rápido Porque ao fazê-lo Estará tendo menos tempo Nunca é tarde quando se quer algo Tarde foi ontem Quando não fomos capazes de tentar Tão incapazes Porque? Sonhar custa caro demais? Desistir custa um sonho Que depressa se despede Como se não voltasse mais Se a vida retirou-se Eu quero voltar Mesmo que saiba Que o “pra sempre” Muda de sentido diariamente Ou divise o passado Sendo reprisado em memórias Preterindo momentos mágicos Prometa-me algo Não jure eternidade ao tempo Ele sabe esperar Sonhar custa caro demais Desistir custa um sonho Que depressa se despede Como se não voltasse mais Se a vida retirou-se Eu quero voltar, voltar E então tocar e consertar Essa eterna impaciência que habito Essa lábil náusea Que me faz parar Em vez de soltar-me do mundo Finalmente tornar a segurar Em suas mãos
Submitted by Finntroll — Apr 26, 2025
Da lamúria, os seus verbos já não conjugo mais. Sem o passado não existe tempo futuro, não se pode viver para morrer. Há sempre o medo de errar, há sempre o "mas" Sentimentos são O claro e a escuridão Uma porta que fecha é janela que abre então Quando há gratidão em seu coração É certeza que basta, da herança o seu quinhão Tive sede, me deu água, na sombra me sentou. Deu-me a vida, pediu nada, revertendo toda inversão. Sentimentos são O claro e a escuridão Uma porta que fecha é janela que abre então Quando há gratidão em seu coração É certeza que basta, da herança o seu quinhão Finda o dia, dobra a alma, sem a multidão. Calmaria, minha ermida, franca devoção Sentimentos são O claro e a escuridão Uma porta que fecha é janela que abre então Quando há gratidão em seu coração É certeza que basta, da herança o seu quinhão Uma porta que fecha é janela que abre então É certeza que basta, da herança o seu quinhão
Submitted by Dahmers Fridge — Apr 26, 2025
Já que se vão os anéis Que fiquem os dedos Ouro e prata são nada Comparados a segurar sua mão Se eu perder os meus olhos Que eu possa enxergar Que eu percorra o caminho E saiba sempre onde chegar Se me tirarem o coração Que eu nunca deixe de amar Que o ódio não venha por mim falar Quando calarem a minha boca Que eu não perca minha voz Que eu grite por justiça. Se eu perder a fé, me ajude a ficar de pé Que Deus nunca se ausente E que acenda novamente Essa alma que insiste em se apagar Quando a dúvida chegar E me assaltar Que a gentileza permeie e seja a única escolha Se me tirarem o coração Que eu nunca deixe de amar Que o ódio não venha por mim falar
Submitted by Pestilence — Apr 26, 2025
← Go back to Rosa de Saron