Vértice
Conta-me mentiras doces Enquanto puder sonhar Leva-me para onde fores Para poder guardar Esta ficção Desta minha visão Templo junto ao mar, céu de cristal Extravagante fantasia Uma chave de ouro Dá-me a tua chave de ouro Para poder espreitar além Das portas do teu mundo Abrandar as memórias Desse olhar derradeiro e distante A ânsia da tua voz Estradas marcadas sem saída Sentimentos guardados O silêncio esfria Agonia celestial despojada Coragem ardente Deixei tudo para trás Pedras sobre pedras Amor e dor percorridos Dias e noites Neste espaço assombrado Que acabará por me levar Prossigo de rastos Prossigo de rastos Amor desiludido Que acabará por se revelar Prossigo de rastos Prossigo de rastos a sufocar Conta-me mentiras doces Enquanto puder sonhar Leva-me para onde fores Para poder guardar Esta ficção Desta minha visão Templo junto ao mar, céu de cristal Extravagante fantasia Abrandar as memórias Desse olhar derradeiro e distante A ânsia da tua voz Estradas marcadas sem saída Sentimentos guardados O silêncio esfria
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Pouco se sabe de ti Pouco te ligamos E sempre acabamos por esquecer De dizer o quanto te amamos És como as fontes antigas Que acabamos por desprezar Apesar de estarem sempre presentes Sempre ali para nos desalterar Na negligência dos nossos grandes silêncios Na perversidade das nossas distâncias consentidas Já é tarde para te reclamar Para te dizer que semprе te amámos Permanecеs na sombra dos instantes Tão às claras, quando és urgência Permaneces na sombra dos instantes Como a terra, só morrerás com ela És vida, esperança És eterna, como o universo És vida, esperança És eterna, como o universo Permaneces na sombra dos instantes Tão às claras, quando és urgência Permaneces na sombra dos instantes Como a terra, só morrerás com ela Vais sempre à frente e enfrentas E é sempre por amor que tu gritas Por amor à liberdade que te tiram Por amor ao amor que não tens Por amor à verdade que deténs Permaneces na sombra dos instantes Tão às claras, quando és urgência Permaneces na sombra dos instantes Como a terra, só morrerás com ela
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Sempre a resistir ao que é oferecido Convencido de não o ter merecido Sempre a insistir no que foi repetido Desde que o mantenha entretido Pois assim vai a vida Que não quer ser contida Chegar a ponto de não Ter mais força para lutar Para lutar E simplesmente aceitar Para finalmente admirar Admirar, admirar Sem saber por onde passar Sem saber para onde voltar Caminhos a formar Pois assim vai a vida Que não quer ser contida E simplesmente aceitar Para finalmente admirar Sem saber por onde passar Sem saber para onde voltar Caminhos a formar
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
A história volta a ser a mesma Um sorriso que esconde sem pena Esse desespero Esse desespero Disfarçado Num beijo com amor Num beijo com fervor Num beijo com fulgor Nenhum sorriso voltou a ser o mesmo Depois de reconhecer com desalento Essa pena Essa pena Disfarçada Num beijo com temor Num beijo com rancor Num beijo sem amor Nenhum sorriso voltou a ser o mesmo Depois de reconhecer com desalento Essa pena Pois quem volta a ser o mesmo Depois de perceber com pena Esse medo Esse medo Disfarçado Disfarçado Palavras, só palavras Criam fantasias, e num olhar procuramos entender Mais forte que a solidão Inesperadamente e sem razão Há coisas que não se esquecem Beijos sagrados, amarguras quase dissecadas E a esperança suspensa e por vezes cancelada Lavrador, dono de ilusões e conspirações Num beijo com temor Num beijo com rancor Num beijo sem amor
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
Almas a aflorar Num desfile esquecido Num palco de sombras À procura de abrigo A infinita solidão A semear a desilusão A cada passo almas cruzam-se em busca de sentido Para dar razão a tudo o que já tinham perdido Seres aplaudem as flores a nascer Que entre as brechas encontraram luz para crescer Um palco cheio de mistérios e mensageiros do passado Admira este espectáculo eterno aqui ao meu lado Abraçar o anoitecer ao som dos sinos Que gemem e choram sem derramar uma lágrima Recordar sonhos por toda a eternidade Almas a aflorar Num desfile esquecido Num palco de sombras À procura de abrigo Estrelas a dançar Poeira a brilhar A infinita solidão
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
E por aí vou andando Seduzida pela escuridão Apoderada Recriando esta ilusão E por aí vou andando Desvanecendo nesta confusão Este desprezo reanima Essa dor que é só minha A constante procura de me perder E encontrar uma razão para morrer E por vezes faz sentido Todo este tempo perdido E por aí continuo caindo Em direcção à minha morte E por aí vou sucumbindo Ao ritmo da minha canção Para te amar E por vezes vou falhando Perturbada por esta paixão Amargurada Consumida por esta ilusão Desvanecendo carregada com má sorte Dissеcada E por aí continuo caindo Em direcção à minha morte E por aí vou sucumbindo Ao ritmo da minha canção Da minha canção Por aí vou andando Seduzida pеla escuridão Apoderada Desvanecendo esta ilusão Nesta confusão
Submitted by NecroGod — Jun 09, 2026
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