Escorrendo Pelo Ralo
Vão nos encontrar Debaixo de escombros da ignorância Vivemos para fazer o mundo acabar Constrói, consome, acumula, destrói, esgota O mal que habita a terra! Ignora a metástase da sua doença Maligna e fértil para a desigualdade Contradições nascidas da sua superável economia Já falida! O rumo que toma acompanha a lógica Nenhuma classe oprimida aceitou Que as suas amarras se perpetuassem Não houve mensagem, atalho ou chantagem Que calasse a dor Em silêncio, definhamos Façam barulho para o rico acordar Tomem a força suas casas vazias E seus cofres cheios Pois devo avisar Tudo aqui construído foi feito com o nosso esforço Sem retribuição A plenitude da nossa igualdade não se concretiza na conciliação
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Democracia de brinquedo Dá voz pra quem tá brilhando Assim, chama a atenção de todos Pro produto do momento Vão me por num pedestal E pedir desculpas por ter me fodido um dia Por preço e etiqueta na minha revolta Fazer nota fiscal da minha ideologia Uma velha armadilha (urgh) Com data de validade (urgh) Nos oprimem, jogam fora (urgh) Nos omitem a verdade (urgh)
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Um mundo perigoso e surdo Não escuta a juventude Ignora o crescimento Da distância ideológica entre as gerações A mente jovem guarda a chave para a saída Minha voz não vai ser calada! Quieta e sorrateira, uma doença em silêncio E não se fala sobre ela E assim tiramos nossas próprias vidas E traz à superfície o mesmo problema desde sempre Minha voz não vai ser calada! O cansaço toma conta, nosso ódio ainda grita Trabalhar nesse sistema é aceitar a escravidão Nas suas diversas formas Toda vez que eu me lembro disso Eu vejo a minha vida Escorrendo pelo ralo Escorrendo pelo ralo Fúteis, fáceis, eu corto conexão Longe da sua teia, longe do radar da cooptação Do lado obscuro, esquecido, surgiu iluminação Ofusca e cega a morte E aí então nossa fuga
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Acostumado a viver no aperto Sem vista para nada além de um paredão Preso no meio de um mar concreto Escondido no escuro e na solidão Acostumado, acordando atrasado Engole qualquer merda e vai trabalhar Busão lotado, trem, metrô parado Que vida medíocre eu tenho que aguentar Acostumado a pagar por tudo Encarando a exaustão que é pra sobreviver O salário contado, que é para o proletário Não ter garantia e voltar todo mês Meu sofrimento, esquecimento Sem conformismo, sem consolo Pode parar, não aguento mais Bora organizar e botar para fodеr Milhões se fodem dеvendo para os ricos Uma dívida que não foi nenhum de nós que fez
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Entrevista abusiva, questionário incomum Comando através de palavra-chave ativa Personalidades que tu não vai conhecer A partir de agora somos diferentes Somos fortes, somos assassinos natos Nada surpreende mais que o poder da mente humana De se autocomplementar Criando uma rede, nova história pra si mesmo Nossa vida faz sentido dentro do que a gente acha que viveu Quem assume o controle Quando a nossa natureza Foi levada às profundezas Pra nunca mais acordar? Espionagem, presidência e cеlebridades Fazem um caminho montado dеntro de um laboratório Fazem lobby, propaganda, montam o destino De forma elaborada para que todos obedeçam LSD, afogamento, soro da verdade Choque elétrico e dissociação da mente Banalização da violência e da miséria Um robô de carne e osso que obedece e nada sente Embargo, testes nucleares Tortura e ação militar É inocência acreditar Que um dia vão negociar A única saída possível: Destruir o imperialismo!
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Elite agrária, gente rica Dominação de terras, gente rica Massacra os pobres, gente rica Compra os bota, gente rica Mata sem-terra , gente rica Te faz de otário, gente rica Remendos e arranjos procurando medidas E causas inexistentes justificando a morte De gente inocente, pobre e batalhadora Que passou a porra da vida contando com a sorte Desemprego, burguesia Aumento da violência, burguеsia Privataria, burguesia Controla mídia, burguesia Jogo sujo, burguesia Na cara dura, burguеsia A nossa autonomia tem que ser resgatada A criação de nossos núcleos nunca pode cessar O estudo, o debate e partir para a ação Para que o que produzimos fique em nossas mãos Estratégia econômica de dominação Fodem nossa economia e cobram a população
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
O que conhecemos foi limitado a essa fonte de informação A nova roupagem midiática e nela estampada os nossos limites de compreensão Da dor alheia, da nossa história e pra onde ela vai Será que é isso? A lei da dúvida: fonte confusa e manipulada Distração, ingenuidade, esperança, complacência Invenção de conflito, bomba jogada no ar Acerta e mata em quem pegar Reproduzido por nós Apelo emocional, tratamento infantil A nossa vida nessa rede é conectada em mentiras Os neurônios da verdade, decantaram em solução Fraca, leve e transparente Com a nossa aprovação Vai! Dê uma chance à sua teimosia Não podemos parar por aqui Não aceita, não envelheça Não se culpe, não obedeça
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Desobedientes confrontam o tempo Vindos de outra dimensão Mas adoeceram em coma induzido E sem direito à despedida Suicídio e entorpecentes A reveria do nosso fim Do jeito que as coisas estão Vai fazer sentido até para mim Uma realidade que nunca tivemos Sobrepõe a forma como deve ser Encarada a permanência aqui Sem significado pra ninguém O desvio da nossa mente vai agendando o nosso fim Do jeito que as coisas estão Vai fazer sentido dizer que sim Traça o meu perfil que agora eu vou comprar Tudo que vocês podem oferecer Sentir a realidade? Isso vai me matar Quero anestesia sim, até morrer Até morrer! A vida segue sempre atropelando E ninguém aqui é celebridade Somos esquecidos no vapor da morte E substituídos como qualquer merda
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Acho bem confuso ver que acreditam Em um playboy maldito, gestor liberal Passam o natal, páscoa e carnaval Longe da família e sem hora extra Não temos um terço do que eles têm Não vale viver a ilusão Sistemas reservam fortunas a quem? Não vale viver pro patrão Vamos achando que amadurecemos Adultos rendidos à mesma conversa A mesma promessa de organizações Bilionárias, carniceiras Eu não quero me transformar Em um doente, entupido de tarja preta Rebaixado e sem futuro Todo fodido Rebaixado e humilhado Sem futuro, de frente para um muro Até o fim da vida preso nessa merda Mais um refém! Mais um refém!
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Um país sem noção País sem noção Franquia nascida da violação Os rico se unem e sem um deles morre Vai ter passeata e repercussão Influência de cima atrasa nossa vida Empurra pra trás nossa evolução Um país sem noção País sem noção Franquia nascida da violação Os rico se unem e sem um deles morre Vai ter passeata e repercussão Influência de cima atrasa nossa vida Empurra pra trás nossa evolução Lalaialalaia Lalaialaia A prioridade é espelhar nossa vida na classe inimiga País sem noção A indiferença forjada no ódio Sede de justiça com as próprias mãos Lalaialalaia Lalaialaia Lalaialalaia Lalaialaia
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Os ricos se unem e se um deles morrem Vai ter passeata e repercussão Se um pobre morre, você comemora Já virou Brasil, tu perdeu a noção País sem noção Completamente alheio à realidade A prioridade é espelhar nossa vida na classe inimiga País sem noção Indiferentes, forjados de um ódio que é contraditório e sem direção País sem noção Uma franquia nascida da violação A influência de cima empurra em sentido anti-horário nossa evolução Os ricos se unem e amam violência Da porta do seu condomínio pra fora Abramos os olhos no avanço dos ricos Contra nós a violência só piora País sem noção Completamente alheio à realidade A prioridade é espelhar nossa vida na classe inimiga País sem noção
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Mídia cretina Tu vai ler, não entende nada Seus interesses Estão sempre nas entrelinhas Controlam a rede Permitem ou proíbem De acordo com seus interesses Não vão recuar a sua posição Reféns dos ricos Informação é uma arma Se não dominarmos isso Quem vai levar bala é nós
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Em conchavo com a polícia e grupos de extermínio Atacam primeiro os grupos fragilizados Aldeias indígenas, MST São atacados na surdina por covardes assassinos Com licença para matar Defendendo a propriedade Chamam isso de justiça Eu chamo de pilantragem Boa sorte é o caralho A burguesia é o inimigo Chamam isso de justiça Mais um caso isolado? Não é um caso isolado!
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Cultura da indiferença Gente morando na rua Os carros mais caros do mundo E obra superfaturada Franquia pra todo lado Roupa cara, que é uma merda Os PS são sucata Serviço público é um lixo Entre as 5 das melhores Do Brasil pra se morar Serve os ricos e explora Periferias e demais cidades Uma juventude que resume a vida Em status, dinheiro e bar depois de faculdade Eu era só uma criança, mas me lembro bem De quando essas torres gigantescas e comércios caros invadiram aqui
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Ativistas mortos Ninguém denuncia ou se surpreende Líderes de aldeia sendo Brutalmente assassinados Agronegócio dita as regras Que vigoram a seu favor Armados pelos ricos Seus capangas matam Um a um Emboscadas No rio, na estrada Sabotagem, ameaças Promovem etnocídio em uma cadeia de interesses Atropelam o direito, a vida por dinheiro Destruindo o meio ambiente Embrulhando tudo que nós temos E entregando pro estrangeiro Manchas de sangue E serra elétrica Se autodeclaram Donos da terra Promovem etnocídio em uma cadeia de interesses Atropelam o direito, a vida por dinheiro Ceifando todo o meio ambiente Embrulhando tudo que nós somos E entregando pro estrangeiro
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Bom dia, seu crente desgraçado Preconceituoso e nojento Tu me odeia porque eu falo errado Sou fodido de grana e uso sempre a mesma roupa Jamais carregaria a minha mala imunda Com retalhos de fio e ferramenta usada E ainda acredita em meritocracia Diz que veio de baixo, vai te foder Quero dizer, bom dia, senhor Você possui uma bela cobertura Mas que calopsita adorável Trancafiada e esquecida numa gaiola Você possuí filhos maravilhosos Cristãos е estudantes de colégios bons Quе custam por mês o que eu ganho num ano Fazendo serviço para reaça escroto Eu não tô com nenhuma brincadeira A porra do preço é esse ai mesmo Mas óbvio que você vai pedir desconto Mesmo sem precisar só pra me desvalorizar Tua classe mesquinha sei identificar Dá licença, que eu vou transformar Essa casa gigante em um palácio Enquanto eu escuto tuas palavras difíceis Pondo a culpa nos pobres pela desgraça do mundo Continua esculachando os teus subordinados Que eu continuo fingindo não ser um deles A propósito, muito obrigado pela xícara de café Claro que eu quero açúcar, seu imbecil Já terminei essa presepada Que não mudou em nada a porra da tua vida Só gastou dinheiro que não te faz falta Afinal manter herança foi teu grande mérito Muito obrigado por pagar em cheque Eu tô tão feliz que eu quero te esmurrar Vou com certeza ser barrado na porta giratória do banco Para sacar essa merda Defende aí os teus interesses da tua forma Que agora consciente eu defendo os meus Em cada proletário germina o ódio À sua classe arrogante e manipuladora Nós vamos nos juntar e acabar com essa porra
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
A primeira provocação ele aguentou calado Na verdade, gritou e esperneou Mas todos os bebês fazem assim, mesmo os que nascem em maternidade, ajudados por especialistas E não como ele, numa toca, aparado só pelo chão A segunda provocação foi a alimentação que lhe deram, depois do leite da mãe. Uma porcaria. Não reclamou Não reclamou porque não era disso A outra provocação foi perder a metade dos seus dez irmãos, por doença e falta de atendimento. Não gostou nada daquilo, mas ficou firme. Era Não pode ir a escola porque tinha que ajudar na roça Tudo bem, ele gostava da roça. Mas aí lhe tiraram a roça Na cidade, para aonde teve que ir com a família, tudo era provocação. Ele resistiu a todas Morar em barraco. Depois perder o barraco. Ir para um barraco pior. Queria um emprego, só conseguiu um subemprego (Ele queria casar, conseguiu uma submulher.) Gostava da roça Estavam provocando Tiveram subfilhos. Subnutridos. Os que morriam eram substituídos Para conseguir ajuda, só entrando em fila. E a ajuda não ajudava Ouvira falar de uma tal reforma agrária. Não sabia bem o que era. Parece que a ideia era lhe dar uma terrinha. Se não era outra provocação, era uma boa Terra era o que não faltava Passou anos ouvindo falar em reforma agrária. Em voltar à terra Em ter a terra que nunca tivera Amanhã. No próximo ano. No próximo governo Ele concluiu que era provocação. Mais uma Finalmente ouviu dizer que desta vez a reforma agrária vinha mesmo. Para valer. Garantida. Se animou. Se mobilizou Pegou a enxada e foi brigar pelo que pudesse conseguir Estava disposto a aceitar qualquer coisa Só não estava mais disposto a aceitar provocação Aí ouviu que a reforma agrária não era bem assim Talvez amanhã. Talvez no próximo ano... Então protestou Na décima milésima provocação, reagiu E ouviu espantado, as pessoas dizerem, horrorizadas com ele: - Olha, violência, não! Donos do mundo Tiranos imundos Vendem a vida A troco de nada Eu lhes desejo a morte
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026