Tamo na Merda
Condicionado a vida toda a dizer ‘sim' Aceitando, sem questionar Uma ideia que causa dor há mais de dois mil anos E um ‘deus-juiz’ criado para causar Desespero, culpa e automutilação O que é um caso de saúde pública vira religião Vivemos debaixo de leis conservadoras Influenciadas por uma particular religião que em toda a história Se mostrou errada e prepotente agindo acima da lei e da razão Absolvem como inocentes os seus seguidores e as pessoas não entendem: Muita coisa que é ilegal, o clandestino favorece o capital pra lucrar com desigualdade social Qual será a profundidade desse abismo chamado ignorância? Tiram tua vontade de viver pra si mesmo Devemos romper essas barreiras pra chegar o quanto antes à tomada do poder A sociedade somos nós E não meia-dúzia de velho playboy Dizendo o que devemos vestir, comer, pensar, fazer...
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Excluído, abandonado, que nem lixo na calçada Invisível: um peso morto pra vocês Já perderam sua compaixão, não esperam de vocês nenhuma atenção Se acostumaram com a solidão e quando morrer não vai ter nem caixão O conforto vem no formato de pedra e a primeira regra: entrou não sai mais Acaba com a fome e o frio que congela, o bagulho é maior treta, eles correm atrás Uma covardia comparar a vida de um miserável ao seu dia-a-dia Argumentando que tudo é possível superar Nesse sistema que explora e humilha, vai saber lá o que é humilhação Sufocado nas conta e desempregado, fodido na vida, moral lá no chão Largado na rua com filho e com filha, te apontam o dedo te xingam de tudo Te amarram no poste, te enchem de murro, te oferecem droga e te largam no mundo A polícia vem e mata E eles não vão fazer nenhuma falta pra vocês A violência só te assusta Quando eu falo pra dar tiro em burguês Caralho, aí, lembraram de você O descaso do estado veio a florescer Te matam, te espancam na maior violência E tu some no vácuo de uma ocorrência
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Ensanguentado, com frio, fome e todo fudido Fratura exposta e pneumonia Superlotação, sufoco e desespero Acordado e sentindo dor o dia inteiro Dieta programada, corpo etiquetado Longe da família desde que nasceu Confinado e torturado a chute e choque elétrico Cumprindo pena sem ter feito porra nenhuma Vai morrer agonizando e só! Dinheiro primeiro E a gente aprendeu a consumir bastante, é assim que eles gostam Produz de tudo e não receber nada E qualquer merda vale mais que uma vida Que a minha ou a tua Atitude execrável Liberdade questionável E nenhum de nós nunca se perguntou ‘O quê?’, ‘Quando?’ ou ‘Por quê?’ Simples assim, tu aceita, pode jogar no teu prato pra comer Muito além da exploração, muito além do que tu vê Dor, sangue e solidão embalado pra vender ‘O quê?’, ‘Quando?’ ou ‘Por quê?’ Eternamente tu aceita essa merda e tá fadado a obedecer Ignora a exploração, vira a cara pra não ver Dor, sangue e solidão embalado pra vender Embalado pra vender
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
O plano vigente é duplamente falho: Destroe total os recursos naturais E é insustentável, acabará jamais Com a miséria que ele mesmo criou Tô ligado, mano Leo, mas a história nos ensina: Grande massa trabalhando... solução é tecnologia! Grande massa tá é na merda. Isso sim, vai se fuder Se alimentam da nossa miséria, nos privam de paz de conforto e lazer Mundo rico, desigual Não! Enquanto nós continuar submissos aos interesses do capital Vão continuar a cagar na nossa cara e vocês vão achar legal
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Esquizofrenia e depressão refletem sobre a vida E as noia da cabeça martelando em minha mente o que há de pior Me pego escrevendo sobre a violência ao meu redor Gritaria fodida no andar de cima, achei que ia cair a laje de tanta trepidação Autoridade do pai e o desespero da filha Que raiva do caralho Até onde vão os nossos traumas, nossos medos Que resultam em omissão? Qual a sua posição? Qual a sua decisão? Tu manda e desmanda e eu sou um imbecil Revoltado, descrente, perdido na vida Conceitos diferentes do que é respeito Nunca demos jeito, nunca refletimos Sobre a maneira que nos tratamos e encaramos o errado e o certo A quem pertence a nossa intimidade, senão a nós mesmos? A sua autoridade existe desde o início da nossa história Batendo as portas, socando as paredes Gritando e ameaçando a minha saúde mental A paz fugiu de casa e não deixou recado Já o ódio, legado, eu me sinto mal Me sinto coagido a obedecer calado Me sinto fodido, com medo e humilhado Que porra é essa de obediência? Tua intolerância é fruto da carência de Uma infância perturbada em meio a toda a merda dessa sociedade Moralista e toda errada, onde o ódio e o egoísmo ditam a verdade Desde o início da nossa história
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Retrocesso de mais de 50 anos nas ideia Dendo massa de manobra e praguejando sua moral Falta argumento ou seria sentimento? O dinheiro é seu deus, escravo do capital! Sempre vendendo os seus ideais Batendo no peito “somos liberais!” Repúdio ao aborto e homossexual Em prol da família tradicional Discurso morto, reciclado e ultrapassado Diariamente prega o ódio atrás da tela e caga regra na maior Tira selfie com a PM e quer cadeia pra menor Acabou a esperança, é daqui pra pior Sempre vendendo os seus ideais Batendo no peito “somos liberais!” Na igreja você pede “livrai-nos de todo o mal” E no Datena aplaude a polícia sentando o pau Antes Roberto Campos era o seu guru Agora, Bolsonaro? Vai tomar no cu! Marco Feliciano, não tem ninguém melhor? Acabou a esperança, é daqui pra pior Religião e corrupção Teus nobres motivos te enchem de razão Ignorância e intolerância Discurso safado, manipulação! Manipulação! Discurso safado, manipulação!
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Preconceito e ignorância, nós é campeão Desrespeito e violência com base na religião O jovem racista é o orgulho da nação Pra pobre e favelado nunca tem rebelião Em qualquer esfera a bagunça é a lei Vai pra casa do caralho quem tentar fazer o certo É um trouxa, é um otário, é passado pra escanteio Aqui você se vende por qualquer merda Eu não compus hino, eu não desenhei bandeira (Não!) Não me manifesto com essas anta patriota (Não!) O velho corrupto sempre vence no final Enquanto pra menor pedem pena capital Vamos dançar e esquecer a desgraça Todo dia mandando pra dentro aquela cachaça Na baladinha open-bar playboy se faz Enquanto o mundo continua esse caralho de exploração E não adianta mais se revoltar Com as tuas esperanças eles vão acabar
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Propaganda infalível alia status, beleza e amor Investimento, horário nobre, não falam sobre a dependência e a dor Padrão de beleza no paraíso ou pagando um sapo na mesa do bar No rosto sempre um sorriso, te assediando pra acreditar Que você vai ser feliz consumindo e enchendo a cara Nunca tem nada de errado contigo, o mundo é belo quando entorpecido Toda rua, toda esquina, tem boteco, bar, tem cachaça e droga Logo de marca em toda parede, propagando é a alma do negócio Livre mercado chegou foi trincando em forma de álcool na periferia Primeiro que hospital e escola, mais do que óbvio: estratégia, eu diria Não, você não ta seguro Muito pior que o perigo aparente é o esquecimento de quem você era E é o que foi tomado a força da gente Quem veio aqui só pra beber? Quem veio aqui pra questionar? Qual o intuito dessa merda, se nem todo mundo vai participar? Deixando as regras de fora entrar primeiro, copiando um modelo Que proíbe informação e só se interessa por dinheiro Se aqui só tem espaço pra idiota, baladeiro e violência Eu tô fora dessa merda Tô fora dessa merda
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Nasce, cresce, morre e some pra já vir outro no lugar E alimentar as engrenagens de uma máquina que te aliena E te educa a ser um otário que obedece e não questiona Que apanha e não revida Qual é o sentido de viver, mundo moderno? Felicidade parcelada no cartão? E quem ta às margens? Vai pra vala? Seleção social moderna, racista e elitista Escolhe com critério e mata Nós passa a vida intеira cuidando e se preparando pra morrеr Pra ser esquecido no tempo, cinza no vento ou órgão pros outros vender Sem olhar pro lado e dar a mão pra quem tá fodido Nós só enxerga o próprio umbigo E o resto que vá se foder O que a vida então significa se a morte só dói pra quem fica? Do que vale o esforço de se matar pra viver? Prefiro ser um fracasso mas ainda ser eu Sem orgulho de nenhum privilégio Que o sistema me ofereceu
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Será que a gente deve criar um museu pra esses velho cabeçudo e saudosista? Teus ídolos não são os mesmos que os meus Morreram junto à tua vontade de ouvir música Tu diz "tudo uma merda essas banda nova, eu prefiro ouvir pra sempre a mesma coisa e fim" Só chupa saco de gringo e banda mainstream Na moral? Será que não pensaram a mesma merda quando eles surgiram? Que era 'um bando de moleque fazendo barulho'? Hoje tem recurso, hoje tem gravadora, mas nada contra O que é prioridade numa banda então? O quanto 'NY' ou 'Head Banger' é? Nem sei que porra é essa Parece que vocês envelheceram junto Com esses crítico de merda dessa mídia lixo O tempo e a idade cansam qualquer um Eu sei, mas não adianta espernear Vagabundo é atitude e disposição E ninguém tá esperando a tua aprovação Tu vai chorando um passado que não volta mais Eu não to desmerecendo o que tu aprendeu Sei que muita coisa aí tem pra me ensinar A real? Todo mundo quer aparecer também Faz o fácil, faz o mesmo, qualquer merda Que se foda, sem ter nada original Mas não significa que o que é bom já foi enterrado Abre a mente, eternamente, todo mundo sempre tem o que aprender Sempre tem o que aprender
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Com uma poesia e uma foto na Internet A gente dá sentido nessa vida miserável Rico de dinheiro, mas sem criatividade Falso sentimento, mas dinheiro de verdade Um diário público contando a nossa história Mas antes de viver a gente tem que mostrar O quanto medíocre a gente se tornou E que o nosso medo de viver gerou um mercado Lucrativo pra caralho! Pra onde nós vamos agora com nossos inseparáveis celulares? A gente não consegue nem sair de casa A gente fica apavorado até com a luz do sol Vamos viver um monte de aventura Atrás de uma merda de um computador Até atrofiar todo órgão do corpo e a morte chegar! Com frase de efeito e 'gratidão' Vídeo de autoajuda e o cu na mão Nosso comportamento hoje tem padrão Estipulado pelo nosso egoísmo ridículo Juventude, vamo' tomar cuidado Senão vão privatizar a nossa sinceridade Ai, caralho, o mundo é de verdade! Só fala baixo aí, senão nós é apedrejado Nossa vontade frágil de acordar pra viver Sufocado em arrogância, consumismo e intolerância
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Toda essa cultura tem uma fórmula Que pensa e age e formou o que eu sou Programado igual robô Tentando me fazer engolir Toda essa merda, discurso, falácia Que aponta pra mim e me manda calar Aceitar é o caralho! Prefiro morrer do que apagar No entorpecer da vida, no abandono ou subliminar depressão Induzida omissão, te tragou, mastigou e vomitou no chão Uma família, uma empresa e um contrato tomam conta do que é teu Lucro exorbitante, carga horária abusiva Criam patente, registro e marca com a tua criatividade E nossa força de trabalho Nós é apenas um número Um exército, um formigueiro forçado a viver em cumplicidade Na merda e infeliz, tipo ator e atriz, atuando felicidade A nossa conduta determina o futuro dessa porra Libertação, substituição ou máquinas que levem a nossa extinção? O homem do dinheiro não foi programado pra ter compaixão O ódio é um parasita e a minha classe sofre dessa infecção É impossível sanar um problema sem apontar quem o causou Me considera morto se um dia eu me trancar em casa e dizer que acabou
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026
Mundo lindo, maravilhoso, vamos todos comemorar A miséria e a desgraça alheia e viva a globalização Ainda somos colônia e se alguém aqui não percebeu É que véu da dita democracia anestesiou vocês Fodeu! Vocês e eu num 'vale a pena ver de novo’ da nossa submissão Engolindo qualquer merda que nos é oferecido Todo mundo hasteando a bandeira do partido dos patrão Mundo lindo e admirável Ganha quem chegar primeiro Capitalismo deu muito certo... certo pra quem tem dinheiro! Subdesenvolvimento é um prato chеio, quem tem mais? E nós vai levando еssa merda nas costas, sustentando multinacionais É o fim, pra tu e pra mim Agora não tem mais volta, o sistema se instalou Pra romper com esse contrato é só rasgando ele no meio O bagulho vai se feio Mas nós temos que aguentar... As consequências, a polícia, a covardia instalada E não adianta ficar em casa Ninguém vai ter boi Não tem boi, não tem boi Não dá mais pra esconder Uma dependência econômica e uma dívida absurda Que reflete na tua vida, na tua filha, na tua morte Mas se a gente tiver sorte esse cinza vai virar... Vermelho da cor do sangue! E quando for a hora ninguém mais vai segurar Ninguém joga a toalha, ninguém dá passo pra trás Nós morre junto e que se foda Assim se faz reviravolta nessa porra
Submitted by Corpse Defiler — Jun 05, 2026